terça-feira, 30 de junho de 2015

#resenha Cruéis, Vis e Ordinários

Cruéis, Vis e Ordinários também foi uma das minhas aquisições na Feira do Livro de Poços de Caldas – MG. O livro estava misturado entre tanto outros naqueles ‘super espaços’ dos expositores com centenas de publicações em promoção e acabou caindo em minhas mãos!!! A capa, o título e a breve sinopse despertaram a minha curiosidade e resolvi colocá-lo na sacola.

O livro escrito por Al Gomes (procurei mais informações sobre o autor e não encontrei), conta a história do cineasta Marcelo Braga que teve a vida virada de cabeça para baixo após estar envolvido com a morte da atriz Monique Rimel, protagonista do filme
que ele dirigia. Não é preciso nem dizer, mas Marcelo ‘jura de pé junto’ que não é o culpado pela morte da atriz, apesar de todas as evidências apontarem em sua direção.

A linguagem usada pelo autor em Cruéis, Vis e Ordinários é um pouco confusa e cansativa, já que conta com algumas centenas de palavras pouco usadas no dia a dia do leitor, os parágrafos parecem ser intermináveis e os diálogos entre os personagens são fracos e nada aprofundados

Cruéis, Vis e Ordinários até que tem um roteiro interessante e atual, mas, acredito que o autor se perdeu no meio do caminho e acabou fornecendo ao leitor uma grande quantidade de informações irrelevantes. O ‘crime brutal’ poderia ter mais fatos e evidências que confundissem, instigassem e deixassem o leitor com a pulga atrás da orelha, mas o que tirou o sono de um certo investigador, afastado da profissão, foram alguns fios de cabelo loiros.


Ah... sem falar de uma história paralela que relata o sumiço de alguns governantes que pouco ou nada interfere na trama principal. Por fim, o livro termina com perguntas que nem os próprios personagens conseguiram responder, talvez eles também tenham se perdido no desenrolar da história.

Se alguém souber se o autor escreveu outros livros me avisem, por favor! Gostaria de ler, já que Al Gomes parece ter um grande potencial para a literatura policial, mas ele deixou a desejar em Cruéis, Vis e Ordinários.

Nota
Skoob – 2,5 (4 avaliações)
Livro & Prosa – 2,0

domingo, 14 de junho de 2015

#resenha Irmã Dulce - O anjo bom da Bahia

Comprei o livro Irmã Dulce – O anjo bom da Bahia na Feira do Livro de Poços de Caldas – MG interessado em conhecer mais sobre a história desta mulher que fez muito pelos mais necessitados. Pouco conhecia sobre a trajetória de vida da Irmã, apenas já tinha visto algumas reportagens e lido pequenos textos sobre ela. Vale lembrar que há também um filme que retrata a vida de Irmã Dulce. 

O
 livro escrito por Gaetano Passarelli relata a vida da irmã desde criança, os primeiros passos como uma verdadeira cristã, a ida para o convento, as dificuldades encontradas por Dulce e o importante trabalho em que ela desenvolveu em Salvador para ajudar os pobres, enfermos e abandonados.

O livro com a história de Irmã Dulce nos leva a uma viagem ao tempo e, principalmente, nas primeiras páginas é rico em detalhes, sentimentos e emoções da freira, que até é difícil acreditar que foi escrito pelas mãos de outra pessoa. Irmã Dulce – O anjo bom da Bahia é dividido em capítulos para ajudar a compreensão do leitor e ao final de cada um deles há referências bibliográficas, que podem ou não ser lidas pelo leitor. As notas são para pontuar o leitor sobre a veracidade das informações, já que falamos de uma biografia (e caso elas não sejam lidas, isto não irá interferir no rumo da história).
 

A publicação traz uma série de fotos da Irmã Dulce e do trabalho em que ela desenvolveu. Recomendo a leitura para aqueles que querem conhecer mais sobre esta mulher que teve um importante papel na história do Brasil, principalmente para os baianos, e que mesmo após a sua morte continua ajudando os mais necessitados.

Nota

Skoob - 4,4 (14 avaliações)
Livro & Prosa - 4,0